1-3Como neve no verão ou chuva na colheita, assim a honra é imprópria para o tolo. Como o pardal que voa de um lado para outro, ou a andorinha em seu vôo, a maldição sem motivo justo a ninguém atinge. O chicote é para o cavalo, o freio é para o jumento, e a vara, para as costas do tolo!
Interpretação: Honra dada a tolo é como neve no verão — fora de lugar e perigosa. Cada perfil exige uma abordagem diferente.
4-5Não responda ao tolo conforme a sua insensatez, do contrário você se igualará a ele. Responda ao tolo como a sua insensatez merece, do contrário ele pensará que é mesmo um sábio.
Interpretação: Não responda ao tolo no nível dele — você se rebaixa. Mas, quando necessário, responda com firmeza — ele não pode achar que está certo.
6-12Como cortar o próprio pé ou beber veneno, assim é enviar mensagem pelas mãos do tolo. Como pendem inúteis as pernas do coxo, assim é o provérbio na boca do tolo. Como amarrar pedra na atiradeira, assim é prestar honra ao tolo. Como ramo de espinhos nas mãos do bêbado, assim é o provérbio na boca do tolo. Como o arqueiro que atira ao acaso, é aquele que contrata o tolo ou o primeiro que passa. Como o cão volta ao seu vômito, assim o insensato repete a sua insensatez. Você conhece alguém que se julga sábio? Há mais esperança para o tolo do que para ele.
Interpretação: Pior que tolo é quem se acha sábio. Há mais esperança para quem reconhece a ignorância do que para quem confunde opinião com verdade.
13-16O preguiçoso diz: "Há um leão no caminho, um leão feroz pelas ruas!" Como a porta gira em suas dobradiças, assim o preguiçoso se revira em sua cama. O preguiçoso põe a mão no prato, mas tem preguiça de levá-la de volta à boca. O preguiçoso considera-se mais sábio do que sete homens que respondem com bom senso.
Interpretação: Preguiçoso inventa leão para não trabalhar. Vira-se na cama como porta nas dobradiças. Sai do automático.
17-22Como pegar um cachorro pelas orelhas, assim é meter-se em discussão alheia. Como o louco que atira brasas e flechas mortais, assim é o homem que engana o seu próximo e diz: "Eu estava só brincando!" Sem lenha a fogueira se apaga; sem o caluniador morre a contenda. O que o carvão é para as brasas e a lenha para a fogueira, o homem briguento é para atiçar discórdias. As palavras do caluniador são como petiscos deliciosos; descem até o íntimo do homem.
Interpretação: Não se meta em discussão alheia. 'Estava só brincando' é álibi covarde de quem feriu de propósito. Sem fofoca, a contenda morre.
23-28Como uma camada de esmalte sobre um vaso de barro, assim são os lábios amistosos de um coração maligno. Quem odeia disfarça-se com os lábios, mas no coração abriga a falsidade. Embora a sua conversa seja agradável, não acredite nele, pois sete abominações enchem o seu coração. Ele pode até disfarçar com astúcia o seu ódio, mas a sua maldade será exposta em assembléia. Quem faz uma cova, nela cairá; se alguém rola uma pedra, esta rolará de volta sobre ele. A língua mentirosa odeia aqueles a quem fere, e a boca lisonjeira provoca a ruína.
Interpretação: Lábios doces escondem coração maligno em alguns casos. Quem cava cova para o outro cai nela. A maldade volta — sempre.