1-6O Senhor repudia balanças desonestas, mas os pesos exatos lhe dão prazer. Quando vem o orgulho, chega a desgraça, mas a sabedoria está com os humildes. A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói. De nada vale a riqueza no dia da ira divina, mas a retidão livra da morte. A justiça dos íntegros lhes abre caminho, mas o ímpio é vítima da sua própria impiedade. A justiça dos justos os livra, mas o desejo dos infiéis os aprisiona.
Interpretação: Honestidade nas pequenas medidas (no preço, no troco, na palavra) constrói uma vida que não desaba. Falsidade é uma armadilha que o próprio infiel arma para si.
7-11Quando morre o ímpio, sua esperança perece; tudo o que ele esperava do seu poder dá em nada. O justo é salvo das tribulações, e estas vêm sobre o ímpio. Com a boca o ímpio destrói o próximo, mas pelo conhecimento o justo é libertado. Quando os justos prosperam, a cidade exulta; quando os ímpios perecem, há gritos de alegria. Pela bênção dos justos a cidade é exaltada, mas pela boca dos ímpios é destruída.
Interpretação: O bem feito por uma pessoa repercute na cidade inteira. Sua integridade é maior do que você imagina — ela edifica o ambiente todo.
12-15O homem que não tem juízo despreza o seu próximo, mas o que tem entendimento refreia a língua. Quem vive caluniando revela segredos, mas o homem de confiança guarda uma confidência. Sem direção uma nação cai; o que a salva é ter muitos conselheiros. Quem fica por fiador de outro com certeza sofrerá, mas quem se recusa a fazê-lo está seguro.
Interpretação: Quem revela segredo perde confiança; quem dá fiança sem cuidado perde dinheiro. Boca solta e mão estendida sem critério são portas de problema.
16-21A mulher bondosa conquista o respeito, mas os homens cruéis só conquistam riquezas. O homem bondoso traz benefício para si mesmo, mas o cruel traz desgraça sobre si. O ímpio recebe salário enganador, mas quem semeia a retidão recebe recompensa certa. A justiça verdadeira leva à vida, mas quem persegue o mal corre para a morte. O Senhor detesta os perversos de coração, mas se compraz com aqueles cujos caminhos são irrepreensíveis. Sem dúvida, os ímpios serão punidos, mas os justos sairão livres.
Interpretação: Bondade gera retorno; crueldade volta para o autor. A justiça leva à vida; perseguir o mal é correr para a própria queda.
22-26Como anel de ouro em focinho de porco é a mulher bonita que não usa de discrição. O desejo dos justos resulta em bem, mas a esperança dos ímpios só na ira termina. Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza. O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá. O povo amaldiçoa quem esconde o trigo, mas a bênção coroa aquele que logo o vende.
Interpretação: Beleza sem discrição é joia em focinho de porco. Generosidade aumenta riqueza; reter o que deveria circular empobrece a alma.
27-31Quem procura o bem, encontra a benevolência; mas o mal vem para quem o procura. Quem confia em suas riquezas certamente cairá, mas os justos florescerão como a folhagem verdejante. Quem causa problemas à sua família herdará somente vento; o insensato será servo do sábio. O fruto da justiça é árvore de vida, e aquele que conquista almas é sábio. Se os justos recebem na terra a punição que merecem, quanto mais o ímpio e o pecador!
Interpretação: Quem busca o bem encontra benevolência. Quem confia só no dinheiro cai; quem floresce em justiça frutifica como árvore plantada.